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há 2 dias por Regina Pitoscia

Vêm mais mudanças no cartão de crédito por aí

Novas medidas para o rotativo do cartão de crédito foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no último dia 26, e vão entrar em vigor a partir de 1º de junho. E a principal delas é a que deve levar as taxas de juros nessa linha de crédito para níveis mais baixos.

Hoje há uma distinção entre as taxas cobradas de quem paga em dia o valor mínimo de 15% do saldo devedor no vencimento da fatura (rotativo regular), e as cobradas de quem não consegue pagar nada da fatura (rotativo não regular) e parte direto para a renegociação da dívida.

Pelos dados do Banco Central, em março, as taxas médias cobradas no rotativo não regular ficaram em 340% ao ano, e as taxas cobradas no rotativo regular, em 244%. E a expectativa da direção do BC é a de que os juros se concentrem no patamar mais baixo.

Esse movimento tende a ser provocado por duas mudanças. Uma é que a parcela mínima exigida para pagamento a cada mês não será mais de 15%, porque ficará a cargo da operadora estabelecer o tamanho dessa parcela. E a outra é a que padroniza e simplifica a cobrança de acréscimos em caso de atraso no pagamento da fatura. Atualmente eles são compostos por taxa do rotativo, taxa de inadimplência, taxa de saque, multa e juros de mora. Com as mudanças será permitido a cobrança de juro do rotativo, multa e juro de mora.

Para que você tenha uma ideia mais clara sobre as diferenças nos juros cobrados entre as diferentes modalidades de crédito no cartão de crédito, acompanhe as taxas nos cinco maiores bancos do País entre os dias 6 e 12 de abril. Perceba que o Itaú cobra as taxas mais próximas, praticamente a mesma entre o rotativo regular e o não regular, e que tanto o Santander como Bradesco cobram taxas bem mais pesadas no rotativo não regular. É essa distância que o BC espera que seja diminuída com as medidas a partir de junho.

JUROS DO CARTÃO AO MÊS

Banco                        Rotativo regular                   Rotativo não regular

BB                                       8,93%                                         11,04%

Santander                       10,11%                                         18,50%

Itaú                                  10,12%                                         10,13%

Caixa                                11,00%                                         11,15%

Bradesco                         11,27%                                         19,00%

                                            JUROS DO CARTÃO AO ANO

                                   Rotativo regular                   Rotativo não regular

BB                                  179,09%                                         251,40%

Santander                    217,59%                                         666,55%

Itaú                               217,84%                                         218,38%

Caixa                             249,88%                                         255,42%

Bradesco                      260,14%                                         706,39%

Fonte: Banco Central

Primeiro tombo

Faz um ano que o Banco Central promoveu as primeiras mudanças no rotativo do cartão de crédito para baixar os juros cobrados no financiamento do cartão. Elas vieram no sentido de limitar a permanência no rotativo por apenas 30 dias e, no final desse período, o usuário ficou com caminhos, ou quita a fatura integralmente ou renegocia a dívida dentro do chamado parcelado migrado.

Em abril do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito, Abecs, a taxa média do rotativo estava em 466,4% ao ano ou 15,5% ao mês, e essa taxa na renegociação estava e, 207,1% ao ano ou 9,8% ao mês, em março. Uma queda, é verdade, no entanto, algo perto de 10% em uma dívida que já precisou ser renegociada por sufoco financeiro do consumidor, está longe de aliviar e resolver a situação.

A queda da inadimplência do cartão era um dos objetivos propostos pelo setor de cartões e pelo Banco Central com a mudança na regra do rotativo. Após as alterações, o índice caiu para 5,9% em março de 2018, menor patamar de toda a série histórica, iniciada em março de 2011. Antes disso, o índice girava em torno de 7,5%, em março de 2017.

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